Rodolfo Peres – nutricionista esportivo – CRN3 16389

Uma das dúvidas mais corriqueiras no consultório: Consumir ou não consumir os ovos com as gemas? A gema do ovo contém aproximadamente 50% de ômega 9, ácido graxo monoinsaturado também encontrado no azeite de oliva. O restante consiste em gorduras saturadas e poli-insaturadas (ômega 6 e um pouco de ômega 3). A gema possui caroteinoides (luteína e zeaxantina) relacionados com a saúde ocular. É também uma excelente fonte de colina, nutriente relacionado com inúmeros benefícios à saúde.

Há um bom tempo, a relação entre o consumo de gema de ovos e aumento dos níveis de colesterol perdeu sua força. A gema realmente possui colesterol, mas sabe-se que a ingestão total de gorduras saturadas será muito mais significativa para o aumento dos níveis plasmáticos de colesterol do que o consumo do próprio colesterol. E tudo dependerá de outros fatores presentes na alimentação e no estilo de vida do paciente, inclusive sua predisposição genética.

Em geral, as publicações recentes não têm encontrado relação direta entre o consumo de gemas de ovos e aumento do risco de doenças cardiovasculares, mesmo em se tratando de pacientes dislipidêmicos. No entanto, na elaboração de um programa alimentar, devemos ajustar individualmente as proporções entre carboidratos, proteínas e lipídios. Um ovo inteiro possui aproximadamente seis gramas de proteínas e seis gramas de gorduras, sendo que toda essa gordura está concentrada na gema. A clara possui três gramas de proteínas, mas apenas traços de gorduras.

Portanto, se a intenção é uma refeição com menor teor de gorduras, algumas gemas deverão ser reduzidas. Ao passo que se a intenção for uma refeição com mais gorduras, as gemas serão muito bem-vindas. Mais uma vez, a resposta será: depende da situação. Consulte sempre um nutricionista!