Raphael Polonis – nutricionista – CRN3 42117
Rodolfo Peres – nutricionista – CRN3 16389

Nos dias de hoje encontramos vários ‘’substitutos’’ ao leite de vaca, destinados à indivíduos com intolerância à proteína do leite e/ou lactose. Realmente hoje é muito fácil encontrar no mercado leite de oleaginosas, arroz, coco, aveia, soja e entre outros. Porém na realidade eles não deveriam ser chamados de leite, pois, leite é caracterizado como uma secreção nutritiva de cor esbranquiçada e opaca produzida pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos. Estes são apenas extratos vegetais que são batidos com água e em seguida coados, onde grande parte das fibras e outros nutrientes acabam se perdendo, a grande maioria deles não possui praticamente nada de proteína, com exceção ao leite de soja. A seguir, uma tabela de comparação nutricional entre o leite de vaca e os principais tipos de leites vegetais.

 

 

Leite de amêndoas: A concentração de nutrientes no leite de amêndoas depende de quantas amêndoas foram usadas para fazê-lo, quanta água foi usada e se contém vitaminas e minerais adicionados (cálcio e vitamina D por exemplo). Por exemplo, cerca de 80g de amêndoas podem ser usadas para fazer um copo de 250 ml de leite de amêndoas caseiro, enquanto que o leite de amêndoa comercial geralmente é muito mais diluído. É naturalmente rico em vitamina E, além de possuir minerais como manganês, magnésio, cálcio, ferro, potássio, zinco e fosforo. Porém, devemos nos atentar que ele também possui ácido fítico e taninos, que podem se ligar a minerais e prejudicar em sua absorção. Verifique sempre antes de comprar o produto, se nos ingredientes contém algum açúcar ou maltodextrina adicionado, pois é muito comum estarem presentes no leite de amêndoas industrializado.

Leite de arroz: Interessante para pessoas que possuem alergias, pois normalmente é livre de glúten, soja, lactose e castanhas. Possui naturalmente bastante carboidrato (mais ainda se tiver açúcar adicionado) nada de proteína e pouca gordura. Portanto em dietas com baixo teor de carboidrato, o seu consumo deve ser controlado. Não é um leite naturalmente rico em cálcio, mas a maioria das marcas já o fortificam com cálcio, vitamina D e A.

Leite de coco: É o alternativo que possui a textura mais parecida com o leite de vaca, sendo ótimo em receitas para substitui-lo. Pode ser indicado para indivíduos que possuem alergias (glúten, soja, lactose…). Possui bastante gorduras, e pouco carboidratos e proteínas. Pode ser interessante em dietas com baixos teores de carboidrato, porém deve-se ter o cuidado de não exceder as calorias pelo seu consumo.

Leite de aveia: Indivíduos com doença celíaca ou com intolerância à glúten devem tomar cuidado, pois, por mais que a aveia não contenha glúten naturalmente, ela pode ter contaminação cruzada com glúten. Para indivíduos que não podem beber leite de vaca, o leite de aveia pode ser uma ótima opção econômica com relação aos outros tipos de leite já citados no artigo, além de conter uma quantidade significativa de cálcio, ferro, magnésio e vitamina A.

Leite de soja: Possui praticamente a mesma quantidade de proteínas que o leite de vaca (porém com valor biológico mais baixo). É rico em cálcio, ferro, magnésio e vitamina B6. Algumas desvantagens são que os leites de soja, contém naturalmente ácido fítico, prejudicando na absorção de minerais, e a maioria são enriquecidos com açúcar. Prefira sempre leite de soja orgânica, pois a soja é um dos alimentos mais geneticamente modificados.