Rodolfo Peres – nutricionista esportivo
Raphael Polonis – nutricionista esportivo

Hoje em dia, as pessoas estão muito mais conscientes de que devem reduzir o consumo de açúcar para prevenir diversos tipos de doenças, e também para obterem mudanças positivas em sua composição corporal. Apesar das boas intenções, os resultados têm sido desapontadores. Os índices de obesidade e diabetes, por exemplo, não estão melhorando. Pelo contrário, estudos mostram que as taxas de mortalidade por diabetes aumentaram quatro vezes mais do que o esperado.

No organismo, o açúcar altera hormônios e neurotransmissores que nos fazem querer comer cada vez mais. No cérebro, os níveis de dopamina aumentam e, ao mesmo tempo, o hormônio leptina, que contribui para a saciedade, não é secretado pelo organismo como normalmente aconteceria com o consumo de outros alimentos.
Quanto mais açúcar nós ingerimos, mais nosso organismo ‘’pede’’ sabor o doce. Sabendo disso, a indústria alimentícia está sempre trabalhando para fazer alimentos palatáveis, com sabores melhorados, tornando as pessoas cada vez mais viciadas nesses alimentos.

Recebemos muitos pacientes no consultório que relatam em sua primeira consulta o uso de açúcar mascavo, demerara, mel, entre outros, achando que são mais saudáveis do que o açúcar refinado. De fato, esses tipos de açúcar possuem um pouco mais de vitaminas e mineiras, mas, se analisarmos o quanto deveriam ser usados para obter quantidades significativas desses nutrientes, a quantidade ingerida seria extremamente alta.
Um dos maiores problemas do açúcar refinado, mascavo, demerara, orgânico, light, mel e melaço de cana, é o seu alto glicêmico, que ocasiona muitos picos de insulina no organismo, prejudicando a queima de gordura e favorecendo o desenvolvimento de doenças crônicas.

É importante ficar atento também com os açúcares adicionados aos alimentos processados. É fundamental observar nos rótulos qual a lista de ingredientes, mas, geralmente, só encontramos os valores referentes aos carboidratos totais, ou seja, não é tão fácil identificar qual parcela corresponde ao açúcar. Se no rótulo não encontrar a palavra “açúcar”, veja se não consta maltodextrina, xarope de milho, xarope de glicose, glicose de milho, dextrose, frutose, extrato de malte, que também são tipos de açúcar adicionados na preparação dos alimentos.

Alguns açúcares de baixo índice glicêmico que podemos destacar sâo: açúcar e coco e o xylitol. Mas, cuidado, pois eles também possuem calorias, e seu consumo deve ser moderado. Procure sempre um nutricionista para auxiliá-lo nessas escolhas.